terça-feira, 4 de agosto de 2009

Para a próxima aula (11/08)

Ler e comentar os seguintes textos:

Primeira parte de uma breve história das revistas

Segunda parte de uma breve história das revistas

Terceira parte de uma breve história das revistas

4 comentários:

Jéssica Macêdo disse...

1ª Parte
De quando a revista surgiu para hoje, as diferenças são muitas. Mas, o sentido é o mesmo. Algumas continuam na mesma linha das primeiras: como se fosse um livro que abordasse vários assuntos de um mesmo tema. É interessante como a população influencia no estilo da revista - pelo menos durante o surgimento das tendências e segmentações. Conforme as pessoas foram sendo alfabetizadas e buscavam leituras, as revistas foram se adaptando ao gosto e às características desses leitores. Surgindo as revistas voltadas para públicos distintos, classes, faixas etárias... Assim como diz essa comparação descrita no texto, que a revista funciona como uma loja, onde as pessoas entram, e escolhem aquilo que querem ler.

2ª parte
Se fala muito em globalização nos dias de hoje, principalmente com o uso cada vez maior da internet. Mas, pela história das revistas, é notável que faz tempo que as coisas que dão certo influenciam muito. Seja no lado norte da américa ou na Europa. A reprodução de formatos que dão certo, acontecem há muito e perdura nos dias de hoje. É difícil encontrar inovação na formatação ou na linguagem das revistas. O que já existe, existe. Basta copiar, como foi com as primeiras revistas ilustradas. E por falar em copiar, o que vem sendo copiado e alimentando e sustentando muitas revistas por aí, é a publicidade. Tem revista que possui anúncios pagos, outras que são todas feitas sob encomenda. Desde a notinha no rodapé à matéria de capa.

3ª parte
No último texto há destaque ainda para as cópias de revistas, mas lembra um detalhe importante: com o surgimento da televisão alguns tipos de revistas desapareceram, como as fotonovelas e vieram outros, que acompanham a vida das celebridades e os programas veiculados nas telinhas.


Por fim, muito didático e de fácil compreensão esses textos. Dá para ter uma noção bem ampla de como surgiram as revistas, como os seus formatos foram sendo modificados, a importância delas nos avanços tecnológicos, os altos e baixos, os dias de hoje... enfim, revista é versatilidade.

Fred disse...

(1) Diz que a primeira revista trazia variedade, mas eu não vejo isso quando o tema é sempre o mesmo (teologia). O que ocorre é que a teologia pode ser estudada partindo de diversos pontos na sociedade.

Assim sendo, as primeiras experiências com revista tratavam de forma aprofundada temas específicos. Eram usadas mais como ferramentas acadêmicas, já que o acesso (e a produção) era restrito a quem tinha formação.

O passo seguinte, com as revistas multitemáticas, é um passo mais importante, mas não fundamental, em direção ao tipo de publicação que temos atualmente. Ainda é muito elitizado, com linguagem e formatação pouco atraentes.

(2) Diminuição dos preços, formato similar a um almanaque, ilustrações, fotografias, mais publicações direcionadas às mulheres. Foi com esses elementos que no século 19 as revistas passaram a ganhar cada vez mais leitores.

Na década de 1920 surge a Time com o conceito de quem uma revista semanal é capaz de abraçar tudo o que acontece de importante neste período em apenas uma edição. Ilusória ou não, a idéia pegou e carregou junto, ao redor do mundo, um estilo novo de linguagem, simplificada, abrangente e direta. Basicamente a mesma fórmula é usada até hoje.

(3) Revista tenta achar público em todo lugar, e acha. Ao menos até uma nova tecnologia como a TV ou a internet ir lá e tomar esse leitor.

Quadrinhos, Seleções, Elle, Playboy... Todas são exemplos de que existe sempre um público, um grupo, esperando para ser alcançado, basta alguém notá-los e fazer do jeito certo. E a concorrência de outros meios pede pela adaptação, ou até pela reivenção mais radical, como no caso da Cosmopolitan.

P.s.: Alguém precisa dar uma revisada nessas páginas da Abril. E o autor puxou muita brasa para as revistas da editora, na cara dura!

Ludmila Lucas disse...

(Primeira parte)

Incrível como a partir da criação de um determinado produto, a criatividade parece aflorar. A criação da primeira revista foi genial; a idéia principal foi copiada e outras pessoas passaram a reproduzi-la, sem esquecer de aperfeiçoá-la.

Ao longo dos anos, a idéia amadureceu, e começaram a surgir algumas mudanças. As revistas passaram a ser direcionadas a determinados públicos, e tiveram início as revistas específicas, separadas por orientação sexual: homem x mulher. Tal prática tem sido adotada até hoje. É obvio que ainda existem revistas dirigidas a ambos os sexos, e que têm sido um grande sucesso, mas o direcionamento a um público específico foi algo que trouxe a admiração, trazendo assim, leitores fiéis que se identificam com o conteúdo das páginas.


(Segunda parte)


No decorrer dos anos, os donos de tal advento da comunicação, passaram a perceber que não bastava apenas escrever para pessoas letradas. Os mais leigos precisavam de algo que estivesse à sua altura, e foi aí que surgiu a primeira revista destinada à massa, o que também se tornou um grande advento empresarial.

Como tudo nesse mundo pega, outros empresários começaram a aplicar a mesma idéia; com textos mais simples, com toques de entretenimento, os magazines, como também são conhecidos, dispararam, e ganharam o coração da grande massa.

A idéia inicial era atrair o público. Começaram a surgir textos mais curtos, com toques de entretenimento, e assim, o que era apenas uma diversão acabou se transformando em um grande império.

Hoje, o que reina nas revistas é a publicidade. A partir do momento que o veículo se tornou ‘popular’, a idéia principal de transmitir informações ou idéias, se esvaiu. O foco principal deixou de ser o público, as notícias, e passou a ser a venda. Novamente o dinheiro corrompendo os grandes costumes...

(Terceira parte)

Bem, falar do surgimento da revista e não comentar sobre as revistas em quadrinho deixam qualquer texto incompleto. Depois de direcionar o foco para homens e mulheres separadamente, percebeu-se que faltava algo: as crianças (se bem que muitos adultos também são fãs de quadrinhos). E foi aí que surgiram os primeiros quadrinhos.

Para não ficar de fora, vieram elas, as revistas destinadas à adolescentes, e por aí vai...

Todos os dias aparecem uma grande novidade, e as mudanças não param.

Laiz Marinho disse...

A primeira revista que de sem tem registro continha assuntos variados, tinha formato de livro, mas era sobre apenas um tema, no caso: teologia. Essa revista se chamava “Edificantes Discussões Mensais” e nasceu em 1663 na cidade de Hamburgo (Alemanha). Nessa época as revistas eram monotemáticas (um tema), mas em 1672 na França criaram o que atualmente são chamadas de revistas de interesse geral (multitemáticas): O Mercúrio Galante. A partir daí, o mercado começou a crescer devido ao fato do analfabetismo começar a diminuir na Europa.
No Brasil o mercado de revistas (a imprensa em geral) só começou quando a família real chegou aqui em 1808. A questão que fica é quem veio primeiro: O correio Braziliense ou Armazém literário. Mas o CORREIO foi considerado o primeiro jornal.
Mas até a essa época, as revistas ainda não eram tratadas como negócio. Caras e de elite, elas só cresceram e se popularizaram quando um inglês decidiu fazer algo mais barato e acessível. Até o que sabe dessa revista, é que tinha matérias leves, entretenimento e informação diversificada. Assim, ela cresceu, movimentou dinheiro, ganhou circulação e os anunciantes.
Em 1922 uma revista ganharia o mercado mundial: a Readers Digest. Criada por um casal que publicava os melhores artigos que saiam em publicações de outra revistas. O próprio criador fez questão de lança – lá internacionalmente. Nessa época as revistas em quadrinhos ganhavam força. As fotonovelas faziam sucesso, mas acabaram com a chegada da televisão.